Finjo a vida e finjo a morte.
A vida me escapa;
Na morte, não dei sorte:
Acabei por fingir.
Finjo a palavra no papel,
Finjo que há algo além do céu,
Finjo a ponte do arco, íris
Do teu olho sereno e calmo -
O olho que quis um dia.
Finjo arlequim, finjo colombina.
Finjo amor, finjo alegria.
Fingir, que deu origem à ficção.
Fingir que há um coração
Batendo, e que isso importa.
Fingir que há valor
No sangue da minha aorta,
Que um dia acabará esse bolor.
Finjam comigo que tudo vai dar certo
E que a esperança ta perto,
Que Deus não está no inferno.
Finjam comigo que não é inverno
E que o cravo não brigou com a rosa,
E que ela é infinita,
E que a dor não é aflita,
E que o sofrimento é calado.
Finjam comigo estar ao meu lado,
Nesse eu que é de mim tão absoluto.
Finjam comigo que não é escuro,
Porque fingir é tudo que restou,
E, dentro de mim, nada sobrou.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
quinta-feira, 30 de julho de 2015
8
Hoje saí para comprar flores.
Hoje eu saí de um lugar
- Mas o outro permanecia em mim.
Atravessei a rua, ignorei as dores
Que se conjugam sempre no infinitivo: atormentar.
Hoje eu saí, assim.
O dinheiro no bolso e nada nas mãos,
Livres para comprar flores.
Comprei flores, mas nada mudou.
O vazio ficou insuportavelmente cheio,
O escuro ficou insuportavelmente belo.
Eram rosas vermelhas, mas ninguém olhou.
As pétalas murcharam para algo feio,
Algo disforme; deixaram de sê-lo.
Do alto da escada e da minha embriaguez,
A minha coragem e a covardia gritante.
Nunca mais comprei flores, nunca mais os olhos fechei.
Tudo passa tão etéreo que me torno ridiculamente sólido
Na muralha de névoa em que me envolvi.
Mas sei que na vida tudo são flores:
Um instante de beleza, um instante de aroma.
Um momento de cor, um momento de alegria.
Um constante de podridão, meu constante de espinhos.
("Rosas verás, só de cinzas franzidas,
mortas, intactas pelo teu jardim.")
Hoje eu saí de um lugar
- Mas o outro permanecia em mim.
Atravessei a rua, ignorei as dores
Que se conjugam sempre no infinitivo: atormentar.
Hoje eu saí, assim.
O dinheiro no bolso e nada nas mãos,
Livres para comprar flores.
Comprei flores, mas nada mudou.
O vazio ficou insuportavelmente cheio,
O escuro ficou insuportavelmente belo.
Eram rosas vermelhas, mas ninguém olhou.
As pétalas murcharam para algo feio,
Algo disforme; deixaram de sê-lo.
Do alto da escada e da minha embriaguez,
A minha coragem e a covardia gritante.
Nunca mais comprei flores, nunca mais os olhos fechei.
Tudo passa tão etéreo que me torno ridiculamente sólido
Na muralha de névoa em que me envolvi.
Mas sei que na vida tudo são flores:
Um instante de beleza, um instante de aroma.
Um momento de cor, um momento de alegria.
Um constante de podridão, meu constante de espinhos.
("Rosas verás, só de cinzas franzidas,
mortas, intactas pelo teu jardim.")
terça-feira, 23 de junho de 2015
Sem Ana
Há sempre a esperança que as coisas mudem em janeiro.
(Perdigão perdeu a pena,
não há mal que lhe não venha)
Daí começa fevereiro
Daí as águas de março vem fechando o verão
Sem Ana.
Talvez ela tenha saído para comprar flores,
Resolvido os seus amores,
Voltado feliz.
Talvez a casa esteja cheia, talvez continue a mesma,
Talvez o menino-Deus a tenha iluminado.
Sem Ana, ao meu lado,
A lavoura ainda é arcaica, o vinho ainda é amargo.
Sem Ana, ao meu lado.
(Perdigão perdeu a pena,
não há mal que lhe não venha)
Onde andará Ana? Talvez na Amazônia,
Talvez no céu, se existe,
Porque o inferno é uma certeza.
E o inverno, que persiste.
- Minha cabeça, posta à mesa,
Esperando os cães raivosos, babentos,
Os cães do inferno, violentos,
Que me arranham, à busca do sangue
Que Ana levou consigo.
Sem Ana, não sou comigo:
Só as lágrimas, que formam um mangue,
Já que o mar é sagrado e a cachoeira, doce
Meu sofrimento é salgado, como se fosse
Colocado como eterno.
Sem Ana, o inverno.
O mangue.
Os cães do inferno.
Sem Ana, sem sangue.
Sem pena.
Não há mal que lhe não venha.
Há sempre a esperança que as coisas mudem em janeiro.
Sem Ana, a curta vida de fevereiro.
(Perdigão perdeu a pena,
não há mal que lhe não venha)
Daí começa fevereiro
Daí as águas de março vem fechando o verão
Sem Ana.
Talvez ela tenha saído para comprar flores,
Resolvido os seus amores,
Voltado feliz.
Talvez a casa esteja cheia, talvez continue a mesma,
Talvez o menino-Deus a tenha iluminado.
Sem Ana, ao meu lado,
A lavoura ainda é arcaica, o vinho ainda é amargo.
Sem Ana, ao meu lado.
(Perdigão perdeu a pena,
não há mal que lhe não venha)
Onde andará Ana? Talvez na Amazônia,
Talvez no céu, se existe,
Porque o inferno é uma certeza.
E o inverno, que persiste.
- Minha cabeça, posta à mesa,
Esperando os cães raivosos, babentos,
Os cães do inferno, violentos,
Que me arranham, à busca do sangue
Que Ana levou consigo.
Sem Ana, não sou comigo:
Só as lágrimas, que formam um mangue,
Já que o mar é sagrado e a cachoeira, doce
Meu sofrimento é salgado, como se fosse
Colocado como eterno.
Sem Ana, o inverno.
O mangue.
Os cães do inferno.
Sem Ana, sem sangue.
Sem pena.
Não há mal que lhe não venha.
Há sempre a esperança que as coisas mudem em janeiro.
Sem Ana, a curta vida de fevereiro.
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Pílula
Descrever a insônia
Com detalhes de cirurgião:
Primeiro rasga-se a carne
(Cuidado na incisão)
Depois abre-se o peito:
Há de encontrar alguma metástase.
Prognóstico: um tumor.
Procedimento: levar à análise.
Tratamento: altas doses de quimioterapia.
(Se perde-se o dedo e ficam os anéis,
Perde-se o cabelo e fica a mais-valia
Desse sistema de exploração
De um eu tão eu que chega a ser outro)
Poesia não é a solução:
É só uma saída.
(Pode não levar a lugar algum,
Pode não ser um Messias,
Pode ser tão ridícula)
Pode me envolver em um
Mar
Que rima com amar
Que rima com metástase
Que rima com beleza
Que rima com loucura
Que rima com vozes
Que rima com câncer
Que rima com metástase
Que pede um tratamento
Aplicado, seguro.
Objetivo: aliviar o sofrimento.
(Pode não levar a lugar algum,
Pode não ser Messias,
Pode ser tão ridícula)
Ninguém alivia ninguém da morte
"Por favor, seja forte"
É o que um cirurgião diria.
Não sou cirurgião, mas
Também não sou poeta.
E também não sou profundo:
Sou difuso.
De fuso, cada horário sou um pouco
Até não restar nada, que aí não tem problema.
"Não restou mais nada, resolvemos seu problema"
É o que um cirurgião diria.
Para a metástase, quimioterapia.
Para a dor, uma canção.
Para ter voz, a poesia.
Para mim, a opção
Dessa pílula, mais nada.
A conclusão?
É placebo, eu sei.
Assim como eu.
Tentei.
Com detalhes de cirurgião:
Primeiro rasga-se a carne
(Cuidado na incisão)
Depois abre-se o peito:
Há de encontrar alguma metástase.
Prognóstico: um tumor.
Procedimento: levar à análise.
Tratamento: altas doses de quimioterapia.
(Se perde-se o dedo e ficam os anéis,
Perde-se o cabelo e fica a mais-valia
Desse sistema de exploração
De um eu tão eu que chega a ser outro)
Poesia não é a solução:
É só uma saída.
(Pode não levar a lugar algum,
Pode não ser um Messias,
Pode ser tão ridícula)
Pode me envolver em um
Mar
Que rima com amar
Que rima com metástase
Que rima com beleza
Que rima com loucura
Que rima com vozes
Que rima com câncer
Que rima com metástase
Que pede um tratamento
Aplicado, seguro.
Objetivo: aliviar o sofrimento.
(Pode não levar a lugar algum,
Pode não ser Messias,
Pode ser tão ridícula)
Ninguém alivia ninguém da morte
"Por favor, seja forte"
É o que um cirurgião diria.
Não sou cirurgião, mas
Também não sou poeta.
E também não sou profundo:
Sou difuso.
De fuso, cada horário sou um pouco
Até não restar nada, que aí não tem problema.
"Não restou mais nada, resolvemos seu problema"
É o que um cirurgião diria.
Para a metástase, quimioterapia.
Para a dor, uma canção.
Para ter voz, a poesia.
Para mim, a opção
Dessa pílula, mais nada.
A conclusão?
É placebo, eu sei.
Assim como eu.
Tentei.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
"Love is a form of prejudice"
Percebi que não posso mais cantar:
Não é a voz que me falta - é a musa.
Nenhuma força a me guiar,
Nenhum amante que me usa
Como eu queria ser usado por você.
Não fui, não vou e não quero
- Mentira. Ainda desejo
Aquele velho papo, "o calor do teu beijo"
- Não tem coisa mais cafona
Que a minha neura, essa insatisfação crônica.
É o que resta: esse eco,
Que não é por acaso que rima com cu,
Já que, dessa perda, só sai merda.
Você diria que essa minha cara, tão esperta,
Teria algo melhor pra se meter.
Não tem. Preciso do seu fantasma
Pra me mover.
Quem imaginou-me nesse ponto?
Dura muito esse desencontro,
Esse descompasso, esse perecer.
Poderia ser mais filosófico, mas não sou Adorno
Pra decorar a sua estante
Que parece ser o meu lugar.
Poderia falar, nesse instante,
O quanto sou independente e renovado,
Que não ligo pro passado,
Mas seria tudo mentira:
Aquela coisa de fingir a dor que sente
E finge somente
Pra ter um motivo pra escrever.
Existem outros, mas não ocupam
O lugar que me ocupa você.
Só lembro de Bukowski:
Amor é preconceito, porque
No meu peito, você nunca esperou
Ou lutou
(Mas conquistou)
O amor que esperava.
Amor é preconceito: você podia amar a mim,
Mas não amava.
Percebi que não posso mais cantar:
Não é a voz que me falta - é a musa.
Nenhuma força a me guiar,
Nenhum amante que me usa
Como eu queria ser usado por você.
Não fui, não vou e não quero
- Mentira. Ainda desejo
Aquele velho papo, "o calor do teu beijo"
- Não tem coisa mais cafona
Que a minha neura, essa insatisfação crônica.
É o que resta: esse eco,
Que não é por acaso que rima com cu,
Já que, dessa perda, só sai merda.
Você diria que essa minha cara, tão esperta,
Teria algo melhor pra se meter.
Não tem. Preciso do seu fantasma
Pra me mover.
Quem imaginou-me nesse ponto?
Dura muito esse desencontro,
Esse descompasso, esse perecer.
Poderia ser mais filosófico, mas não sou Adorno
Pra decorar a sua estante
Que parece ser o meu lugar.
Poderia falar, nesse instante,
O quanto sou independente e renovado,
Que não ligo pro passado,
Mas seria tudo mentira:
Aquela coisa de fingir a dor que sente
E finge somente
Pra ter um motivo pra escrever.
Existem outros, mas não ocupam
O lugar que me ocupa você.
Só lembro de Bukowski:
Amor é preconceito, porque
No meu peito, você nunca esperou
Ou lutou
(Mas conquistou)
O amor que esperava.
Amor é preconceito: você podia amar a mim,
Mas não amava.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Sombras
Não memórias - porque perseguem.
E eu, correndo, de não sei o quê:
Eu sei. Do teu rosto que assombra.
Primeiro, era terno; agora é inverno.
Segundo, era quente; agora, gelado.
Agora, distante; antes, ao meu lado.
Antes, liberdade; agora, verdade
Que entre você e eu quase tudo permanece
No passado,
Que chegue mais perto: quero ser tocado
Por tua mão em fumaça, onírica.
E te peço, por favor, não me faça
Sentir mais uma vez essa dor calada,
O câncer de uma paixão intocada.
Porque o amor me traiu, talvez de novo,
E a cada toque, era apenas fogo
Que às vezes reacende, mas prefiro a chama apagada.
Sobram só as cinzas, que não são
Memórias - porque perseguem.
E eu, correndo, sei bem do quê:
Da luz, que agora é sombra.
E eu, correndo, de não sei o quê:
Eu sei. Do teu rosto que assombra.
Primeiro, era terno; agora é inverno.
Segundo, era quente; agora, gelado.
Agora, distante; antes, ao meu lado.
Antes, liberdade; agora, verdade
Que entre você e eu quase tudo permanece
No passado,
Que chegue mais perto: quero ser tocado
Por tua mão em fumaça, onírica.
E te peço, por favor, não me faça
Sentir mais uma vez essa dor calada,
O câncer de uma paixão intocada.
Porque o amor me traiu, talvez de novo,
E a cada toque, era apenas fogo
Que às vezes reacende, mas prefiro a chama apagada.
Sobram só as cinzas, que não são
Memórias - porque perseguem.
E eu, correndo, sei bem do quê:
Da luz, que agora é sombra.
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i wanted we were meant to be,
i wish i could love you
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Noturno n° 1
Aqui, sentado, olhando essas paredes brancas, opressoras de tão claras, ao meu redor e vendo a tv sem o menor interesse, me dou conta: queria você no meu copo, queria te beber, te engolir, sentir você queimando a minha garganta, mas não: é só jack daniel's. Então desce mais um, a noite é uma criança, vamo tentar sentir algum tipo de felicidade, algum tipo de dor, algum tipo de alguma coisa que preencha essa vazio - nem que seja por um momento.
Pegar o elevador. Descer. Andar
na noite escura - do meu eu ou da tijuca?! não sei, parecem tão iguais, confundo as duas. Beber mais um pouco, hoje eu vou tomar um porre, não me socorre, eu tô feliz. Pelo menos, agora. Andar mais um pouco, rir mais um pouco, fumar mais um pouco - quem sabe não entra mais algum tipo de felicidade, ainda que quase instantânea, com a fumaça em minha boca, garganta e pulmões. Rir, andar, rir de novo - pelo menos o uísque me entorpeceu, o cigarro me dá uma aparência frágil de linda (ou linda de frágil) e aquele cheiro, tão ocre quanto um cheiro pode ser, me deixa um pouco, sei lá, relaxado e tal. E quando me deito, olho pro ventilador, pra luz, tudo roda. Penso por que damos voltas e voltas e voltamos sempre ao mesmo ponto, a mesma pessoa que sempre fomos antes de tudo aquilo: da decepção, do câncer, da explosão de torres gêmeas na puta-que-pariu. Olho pra gata e sinto pena de sua natureza aprisionada a ser sempre um gato; mas talvez eu devesse ter pena da minha natureza aprisionada por ser sempre eu, vai saber. Dizem que a gente se difere deles, os bichos, por isso: pensamos, temos o poder de refletir antes de seguir com nossos instintos. Não pensamos. Não refletimos antes de seguir os nossos instintos. Não é que eu seja uma pessoa má, mas se eu tivesse a chance de esmagar você na parede com um carro, eu faria. Nada pessoal.
Pegar o elevador. Descer. Andar
na noite escura - do meu eu ou da tijuca?! não sei, parecem tão iguais, confundo as duas. Beber mais um pouco, hoje eu vou tomar um porre, não me socorre, eu tô feliz. Pelo menos, agora. Andar mais um pouco, rir mais um pouco, fumar mais um pouco - quem sabe não entra mais algum tipo de felicidade, ainda que quase instantânea, com a fumaça em minha boca, garganta e pulmões. Rir, andar, rir de novo - pelo menos o uísque me entorpeceu, o cigarro me dá uma aparência frágil de linda (ou linda de frágil) e aquele cheiro, tão ocre quanto um cheiro pode ser, me deixa um pouco, sei lá, relaxado e tal. E quando me deito, olho pro ventilador, pra luz, tudo roda. Penso por que damos voltas e voltas e voltamos sempre ao mesmo ponto, a mesma pessoa que sempre fomos antes de tudo aquilo: da decepção, do câncer, da explosão de torres gêmeas na puta-que-pariu. Olho pra gata e sinto pena de sua natureza aprisionada a ser sempre um gato; mas talvez eu devesse ter pena da minha natureza aprisionada por ser sempre eu, vai saber. Dizem que a gente se difere deles, os bichos, por isso: pensamos, temos o poder de refletir antes de seguir com nossos instintos. Não pensamos. Não refletimos antes de seguir os nossos instintos. Não é que eu seja uma pessoa má, mas se eu tivesse a chance de esmagar você na parede com um carro, eu faria. Nada pessoal.
"É", digo pra você, que não sei se existe ou não, "as voltas que damos em nós mesmos para estacionar no mesmo lugar. A gente pode ter cinquenta, sessenta, um filho pra criar, família pra sustentar, amigos pra beber, deprê pra curtir e alguns autores, sentados no alto de seu pedestal de grandes escritores, pra afirmar que a vida é uma merda, então vamos ser pálidos, tomar absinto, fumar ópio, comer algumas putas, nos vestir como Lord Byron. Um cu tudo isso. Se tem alguma coisa pior que um junkie é alguém posando de junkie. É foda, cara. Às vezes bebemos e tacamos fogo em tudo pra esquecer de nossas merdas e outras vezes fazemos tudo isso para lidar com elas. É clichê, mas a vida é feita de momentos - algumas vezes você tá galã, outras tá vilão, outras tá Madonna, outras quer morrer. Mas sei lá, fico pensando... são momentos. Não é tão idiota quanto parece você curtir sua fossa, sua dor, é pior mascará-la. Ela existe, respeita, curte, dá vazão, abre uma porta pra ela entrar e ela sair. Despiroca mesmo e não esquece que um momento não te define: às vezes a gente é maior do que imagina. Parece hipócrita, clichê, papo de auto-ajuda, mas o pior é que é verdade. Sei lá o porquê falo isso, talvez fosse melhor cantar, talvez eu devesse cantar."
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